Observatório de Homicídio

Observatório de Homicídio: Jornalismo de rede para acompanhar a violência no Brasil

São Paulo, Brasil
Tipo de organização: 
Sem fins lucrativos / ONG/ Setor Civil
Estágio do Projeto:
Ideia
Orçamento: 
$10,000 - $50,000
Scaling strategies launched within the past 6 months:
Crescimento organizacional
Resumo do projeto
Pitch de Elevador (Explicação curta e direta)

Resumo conciso: Ajude-nos a lançar esta solução! Forneça uma explicação dentro de 3-4 frases curtas.

<p>Dica: Este será o primeiro texto introdutório sobre este projeto que será visualizado por quem acessar sua inscrição.</p>
O projeto pretende construir um Observatório de Homicídios nas cidades mais violentas do Brasil. A intenção é jogar luz sobre os conflitos locais e cobrar políticas públicas.

E SE... - Inspiração: Escreva uma frase que descreve uma forma que seu projeto se atreve a perguntar: "E SE?"

E se as autoridades e as sociedade civil assumissem a redução dos homicídios como prioridade política e desenvolvessem políticas públicas para diminuir os assassinatos?
SOBRE O PROJETO

Problema: Este projeto busca solucionar qual problema?

Coletar, organizar e cobrir jornalisticamente os casos de homicídios, inclusive os cometidos pela polícia, mal cobertos pela imprensa, por isso tolerados, mostrando a cara e história das vítimas nas cidades mais violentas do Brasil. A intenção é transformar a redução de homicídios em prioridade política por meio do jornalismo de rede, com o acompanhamento dos contextos e vizinhanças onde os homicídios estão concentrados - os chamados hot-spots.

Solução: Qual é a solução proposta? Por favor, seja específico!

Criar uma base de dados e monitoramento que busque informações sobre a violência nas 20 cidades mais violentas do Brasil a partir de jornais, blogs jornalísticos, sites e páginas de organizações governamentais e não-governamentais. A ferramenta vai ajudar a organizar e editar o material para divulgação jornalística, produzir informação qualificada para a elaboração de políticas públicas de combate ao homicídio. Além de divulgar nacionalmente um cenário pouco noticiado, a plataforma vai ajudar a construir uma rede de colaboradores e fortalecer as lideranças locais, bem como fortalecer o jornalismo como uma ferramenta crucial para o exercício de direitos humanos. A base também possibilitará um recorte dos assassinatos cometidos pelo Estado.
Impact: How does it Work

Exemplo: Compartilhe um exemplo específico de como essa solução faz a diferença, inclua situações práticas.

The Marshall Project e Homicide Watch são sites americanos que buscaram enfrentar a violência dando visibilidade ao tema. O Brasil é hoje o País mais violento do mundo, com 60 mil homicídios por ano. Apesar disso, reduzir essas mortes não é visto como prioridade política. O jornalismo pode chamar a atenção para o problema ao descrever de forma crítica a situação. Pernambuco reduziu as taxas depois que o Governo assumiu o tema como prioritário. O projeto Body Count, de jornalistas pernambucanos, que faziam intervenções nas ruas para chamar a atenção para a violência, foi um dos indutores da mobilização que reduziu as taxas em 32%. Os homicídios nas cidades mais violentas ainda ocorrem nas sombras, protegidos pela Lei do Silêncio.

Impacto: Qual tem sido o impacto do seu trabalho até hoje? Descreva também o impacto esperado para o futuro do projeto.

A Ponte Jornalismo é um site criado há dois anos que busca dar visibilidade a questões relacionadas à violência policial, justiça, segurança pública e direitos humanos. O site por enquanto vem se mantendo com trabalho voluntário e apesar das dificuldades, conseguiu consolidar a marca e fazer reportagens, virando referência na área. O site tem em média 150 mil visitantes únicos por mês. A ideia, no entanto, é aproveitar a força do nome para explorar novas formas e estratégias de se fazer jornalismo. A intenção é produzir um site com impacto nacional, a partir do acompanhamento do cotidiano das 20 cidades mais violentas do Brasil.

Estratégias de Expansão: Avançando o projeto, quais são as principais estratégias para ampliar o seu impacto?

Vamos expandir o projeto, que será de código aberto, via treinamento e consultoria para organizares que queiram replicar a iniciativa, via confecção de relatório de dados para organizações e em cursos para universidades.
Sustentabilidade

Plano de Sustentabilidade Financeira: Qual é o plano para garantir a sustentabilidade financeira do projeto?

No primeiro momento precisamos da aprovação desse projeto, no médio prazo, quando tivermos um corpo mais consistente de informações, vamos pedir doações via site e montar cursos complementares para os cursos de administração pública em universidades, como FGV e Insper.

Mercado ou Setor: Quais projetos ou organizações estão solucionando o mesmo problema que você e como essas propostas diferem da sua?

Existem diversas organizações de debate e pesquisa sobre a violência no Brasil, mas nenhuma se propõe a recolher e analisar os casos de homicídios de maneira conjunta, tampouco existe uma organização jornalística focada exclusivamente em segurança pública, justiça e direitos humanos. Dessa forma, o monitor, desenvolvido pela Ponte Jornalismo, preenche uma lacuna importante no debate sobre violência no País.
Equipe

História de fundação

Esta será a primeira iniciativa no Brasil a agregar, monitorar e analisar os casos de homicídios no País, tudo numa única plataforma. O ineditismo e a amplitude, serão monitoradas as 20 cidades mais violentas do País, fazem desse projeto um instrumento fundamental para apoiar a criação de políticas públicas que visem a reduzir o número de homicídios no Brasil.

Equipe

Bruno Paes Manso, jornalista, doutor em ciências políticas, coordenará a pesquisa e análise de dados; André Caramante, jornalista premiado, coordenará as atividades jornalísticas; Claudia Belfort, jornalista, 15 anos de experiência em direção de empresas jornalísticas, será responsável pela sustentabilidade e escalabilidade do projeto. Daniela Osvald, professora de Novas Mídias na USP, vai ajudar a desenvolver a plataforma
Público Alvo:

Jornalistas, Populações marginalizadas, Jovens.

Outros (Por favor, especifique)
Foco de atuação:

Conscientização, Parcerias, Organização comunitária, Meio de Comunicação, Pesquisa e informação.

Outros (Por favor, especifique)
Inovação: O que faz que seu projeto seja inovador no setor de Direitos Humanos? (600 caracteres ou 100 palavras)

Não existe no Brasil um mecanismo de acompanhamento mais local, qualitativo e sistemático sobre os homicídios nas cidades violentas, apesar do levantamento quantitativo já ser feito pelas secretarias de segurança e pelo Ministério da Saúde. As vítimas de homicídios são desconhecidas dos brasileiros. Nesse sentido, a inovação consiste em preencher essa lacuna s com ajuda de tecnologia de dados e de rede que permita ao mesmo tempo divulgar a informação para um público amplo e fortalecer as lideranças locais que são fontes de informação A tecnologia de dados e de rede poderá ser replicada, pois sua base será de código aberto e copyleft.

Usar o jornalismo para respaldar políticas públicas voltadas à prevenção e ao trabalho com os jovens dos bairros violentos, principal grupo de risco dos homicídios

Usar o jornalismo para ajudar a focar as políticas de policiamento para os principais agentes da violência local

Nos últimos anos, o Brasil vem aumentando os investimentos em policiamento ostensivo e aprisionamento, sem conseguir resultados na redução dos crimes. O monitoramento proposto permitiria um refinamento dessas políticas voltado à obtenção de melhores resultados na diminuição das taxas.

Criação de uma plataforma de filtragem de dados e de metodologias que possam ser implementadas na busca e difusão de informações em outras áreas temáticas de forma a colaborar com as organizações públicas e privadas e com a sociedade civil.

Conte-nos sobre as parcerias que apoiam o seu trabalho: (450 caracteres ou 75 palavras)

Núcleo de Estudos da Violência da USP;
Associação Nacional de Direitos Humanos, Pesquisa e Pós-Graduação - Andhep;
Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Escola de Dados - organização de elaboração de projetos de visualização de dados.
As instituições discutem políticas de segurança pública no Brasil e trabalham com banco de dados para medir as taxas de violência nos Estados, além de desenvolverem pesquisas acadêmicas sobre o tema. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública esteve diretamente ligado na construção de um Pacto Nacional de Redução de Homicídios, que chegou a ser lançado no ano passado, mas que acabou sendo esvaziado por causa da crise política.
Já a Escola de Dados trabalha no desenvolvimento de plataformas digitais e deve nos ajudar no desenvolvimento da ferramenta que permitirá o começo do trabalho.

Políticas Públicas: De que modo você está contribuindo ou pensa em contribuir com no âmbito de políticas públicas? (300 caracteres ou 50 palavras)

Os homicídios são tipos de crimes que acontecem de forma concentradas em territórios e grupos sociais. As políticas públicas, nesse sentido, conforme tem sido atestado em cidades que enfrentaram o problema, também precisam ser focadas. Ao trabalhar justamente nesses hot-spots de violência, o Observatório de Homicídios pretende ajudar na produção de políticas que ajudem na solução do problema a partir da produção de conhecimento aprofundado da dinâmica da violência local. Desde identificação dos principais grupos e indivíduos que protagonizam a violência, os atos de violência cometidos pelo Estado, e o perfil das vítimas de homicídios. Aproximar as políticas públicas das demandas e realidade locais fortalecem a legitimidade das políticas públicas e das autoridades que as implementam.

Novas tendências: Além de seu projeto, que fatores, mudanças ou sucessos você acredita que poderiam ter uma forte influência no avanço dos Direitos Humanos? (600 caracteres ou 100 palavras)

A história de desrespeito aos direitos humanos no Brasil é longa o suficiente para evidenciar os efeitos perversos que essas práticas causaram na sociedade brasileira. É necessário mostrar como o avanço nos direitos humanos pode criar uma sociedade mais segura e com menos crime. Essa é a chave dialogar com os não convertidos, aqueles que desconfiam dos defensores de direitos e os acusam de serem "defensores de bandidos". A defesa dos direitos humanos é uma forma de fortalecer a legitimidade das instituições de segurança, em defesa de uma sociedade mais harmônica e segura. Produzir esse ciclo virtuoso, por meio de um jornalismo crítico e atento, pode influenciar o debate e as práticas sobre o tema.

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